sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Plantio direto de pastagens




Plantio direto de pastagens

O plantio direto é uma alternativa de estabelecimento de pastagem para áreas onde anteriormente ocorreu a introdução de gramíneas para pastejo. Trata-se de uma alternativa para a troca de pastagens sem a necessidade do preparo de solo, seguindo o mesmo princípio do plantio direto de grãos.
Este tipo de plantio adequa-se mais para as situações onde já se conseguiu explorar o potencial máximo de uma determinada forragem e, para se alcançar maior produção, será necessária a introdução de uma forragem mais produtiva. Exemplo: troca de uma Brachiaria por um Panicun.
As principais vantagens desta metodologia seriam: agilidade, menor necessidade de implementos (preparo de solo) e menor erodibilidade do solo durante o processo.
Para a realização deste tipo de plantio, com vistas à intensificação da pastagem, são necessários:
• solo corrigido e fértil;
• área livre de pedras, erosões, tocos e troncos caídos;
• área com baixa infestação de plantas daninhas, sobretudo as do tipo lenhosa;
• promoção de adequada cobertura do solo com a palhada;
• utilização de herbicidas (pulverizador).

Desta forma, a seqüência de operações é a seguinte:

• adequação da massa de forragem;
• controle químico das plantas presentes (forragens e invasoras);
• semeadura com máquina de plantio direto.

A adequação da massa de forragem é realizada através do pastejo, preferencialmente, ou de roçadoras, em último caso, a fim de possibilitar a melhor ação do herbicida que virá a seguir. A idéia é estimular o perfilhamento das plantas de forragem presentes, produzindo um número maior de folhas em relação aos talos, em especial em pastagem de Panicuns, situação na qual a planta forrageira estaria mais susceptível à ação de defensivos químicos; permitir o crescimento de pelo menos 30 cm seria o ideal neste caso, o que promoveria uma boa cobertura do solo.
O controle químico se dá através da aplicação de herbicida de contato ou sistêmico, ambos não seletivos, tais como os produtos à base de glifosato e paraquat, por exemplo. As dosagens irão variar de acordo com o tipo e o volume de plantas pré-existentes. No entanto, dosagens em torno de 4 a 5 litros do produto por hectare são as mais usuais.
Após a ocorrência do efeito do produto químico utilizado, que irá acontecer de 30 a 60 dias após a aplicação, dependendo do tipo e volume de plantas que se pretende controlar, faz-se a semeadura através de máquinas de plantio direto.
O espaçamento entrelinhas ideal é de 20 a 30 cm. Este tipo de medida só é possível, porém, com o uso de semeadoras para sementes miúdas, comumente utilizadas para o plantio de aveia, azevém, trigo, centeio, etc., implemento incomum nas regiões onde domina a pecuária. Na falta deste implemento, pode-se apelar para uma semeadora de plantio direto de milho. Neste caso, o espaçamento deve ser de no máximo 40 cm entrelinhas. Vale destacar que os melhores resultados são encontrados com espaçamentos de 20 a 30 cm.
As sementes são depositadas e, por conseguinte, semeadas através da caixa de adubo. Uma forma de aumentar a eficiência da semeadura é a adição de fertilizante fosfatado (por exemplo, utilizando-se uma mistura de super fosfato simples (SPS) com a semente).
Como o fósforo é um nutriente de suma importância para o crescimento inicial de plantas forrageiras, o uso de tal forma de semeadura fará com que a fonte fosfatada seja depositada próxima das sementes.
Importante lembrar que a mistura entre estes produtos deve ser utilizada no mesmo dia, a fim de se evitar a desnaturação das sementes pela ação ácida deste fertilizante. A profundidade ideal é a de 0,5 a 1,2 cm para a deposição das sementes.
Rodrigo Paniago
Engenheiro agrônomo, Boviplan Consultoria
Fonte: BeefPoint

sábado, 8 de janeiro de 2011

Especial sobre plantações de arroz pelos japoneses

Japoneses Plantando Arroz

Não é por acaso que os orientais são tão diferentes e admirados.

orientais plantando arroz
orientais plantando arroz
orientais plantando arroz
orientais plantando arroz
orientais plantando arroz
orientais plantando arroz
orientais plantando arroz
É impressionante a arte do cultivos que surgiu através dos campos de arroz no Japão, mas esta não é uma criação extraterrestre. Os desenhos foram habilmente semeados por agricultores.
Para a criação dos desenhos, os agricultores não usam tinta. Em vez disso, utilizam o cultivo de arroz de cores diferentes, que foram estratégicamente dispostos e semeados no campo de arroz irrigado.
Quando chega o verão e as plantas crescem, as ilustrações detalhadas começam a emergir.
orientais plantando arroz
orientais plantando arroz
Um guerreiro Sengoku em seu cavalo foi criado a partir de centenas de milhares de plantas de arroz.
As cores são criadas pelo uso de variedades diferentes. Esta foto foi tirada em Inakadate-Japão.
orientais plantando arroz
O Napoleão em seu cavalo podem ser vistos de aviões. Foi plantado com precisão e planejado durante meses pelos agricultores locais.
Japoneses plantando arroz
Este ano, várias obras de arte apareceram em arrozais de outras zonas agrícolas neste país, como a imagem de Doraemon e Cervos Dançantes.
Os agricultores delineiam os contornos utilizando o arrozeiro roxo e amarelo Kodaimai junto com suas folhas verdes de Tsugaru, uma variedade romana, para criar estes padrões de cor a tempo entre o plantio e a colheita em setembro.
Japoneses plantando arroz
Deste nível do solo, não é possível visualizar os desenhos. Os espectadores têm de subir a torre de castelo do município para obter uma visão ampla da obra.
Japoneses plantando arroz
Aproximando a imagem, pode-se ver o cuidado que tiveram ao plantar milhares de pés de arroz.
Esta arte se iniciou em 1993 como um projeto de revitalização local, uma idéia que surgiu em reuniões dos comitês de associações locais.
As diferentes variedades de arroz crescem juntas das outras para criarem obras magistrais.
Nos primeiros nove anos, os trabalhadores destes municípios juntamente com os agricultores locais ampliaram um desenho simples do Monte Iwaki a cada ano. Mas suas idéias foram ficando mais complexas e atraíam mais e mais atenção.
Em 2005, os acordos entre proprietários de terras permitiram a criação de enormes espaços de arte com o seu cultivo de arroz. Um ano depois, os organizadores começaram a utilizar computadores para desenhar com precisão cada parcela na plantação das quatro variedades de arroz de diferentes cores que dão vida às imagens.
Japoneses plantando arroz

Braquiária retém carbono no solo




Braquiária retém carbono no solo
Pesquisa comprova que pasto bem manejado de Brachiaria decumbens pode armazenar até 223 toneladas de carbono
    O desafio para a atividade pecuária diminuir as emissões de gases do efeito estufa ganhou um aliado importante,  com a comprovação de que a Bachiaria decumbens tem potencial para seqüestrar CO2 da atmosfera. “Considerando que esse capim ocupa 80 milhões de hectares no País, ou 40% da área total de pasto, é um alento saber desse potencial porque, para muitos criadores, a emissão de metano na pecuária é inexorável”, diz o pesquisador Ladislau Martin Neto, da Embrapa Instrumentação Agropecuária.
    Martin Neto foi o orientador da tese de doutorado Estrutura e Estabilidade da Matéria Orgânica em áreas com potencial de Seqüestro de Carbono no solo, defendida em 2007 por Aline Segnini, do Instituto de Química de São Carlos/USP. “O Brasil tem muitas áreas de pastagens degradadas que podem ser recuperadas e que têm potencial para seqüestrar carbono”. O potencial dessas áreas é surpreendente.
    O estudo quantificou o estoque de carbono no solo de quatro áreas com diferentes manejos, utilizando uma área de “cerradão” como referência. A primeira área tinha histórico de 27 anos de pastagens com B. decumbens sem adubação; a segunda não recebeu calcário na superfície, apenas adubação mineral; o terceiro experimento recebeu calcário, adubo e reforço de calcário; e o quarto experimento recebeu apenas calcário, sem adubação. Comparadas as áreas, constatou-se estoque de carbono no solo de 174 toneladas/hectare na área 1; 212 toneladas/hectare na área 2; 215 toneladas/hectare na área 4 e 223 toneladas/hectare na área 3, ante 129 toneladas/hectare na área de “cerradão”. “Onde o manejo foi mais intensivo, o seqüestro de carbono foi maior” diz Martin Neto.
    Na prática, a contribuição do pecuarista no processo de mitigação do efeito estufa está no manejo do pasto como se fosse uma cultura, fazendo correção de solo e adubação, e adotando pastejo rotacionado e ajustando a lotação animal.
    Para o pesquisador Odo Primavesi, da Embrapa Pecuária Sudeste, o seqüestro de carbono no solo será uma realidade quando o manejo evitar superlotação (maior número de animais/hectare em relação à oferta de forragem) e as queimadas. “A partir daí, o sistema radicular da forrageira será fortalecido; conseqüentemente, a decomposição biológica das raízes mortas e resíduos vegetais não queimados acumulará carbono no solo”
 
Criador deve evitar fazer superpastejo e abolir queimadas
    Segundo Primavesi, o teor de matéria orgânica de uma área de pastagem bem manejada chega a 4%, ante um 1,5% em área de lavoura convencional e 2% em plantio direto. Em pastagens, esse teor é maior, até mesmo em relação a áreas de florestas, cujo índice de matéria orgânica não passa de 3,5%, “Quando se adota pastejo rotacionado, com adubação, é grande a chance de acumular de três a dez vezes mais carbono no solo em comparação a um pastejo intensivo.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 22/10/2008

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cientistas desenvolvem porco que não cheira mal

Cientistas desenvolvem porco que não cheira mal

06/01 
Animal geneticamente modificado produz menos fósforo, ajudando o meio ambiente Desenvolvido por um grupo de cientistas estrangeiros, recebeu o apelido de “Enviropig” (mistura de "environment" e "pig", respectivamente meio ambiente e porco, em inglês) o porco geneticamente modificado que não polui o meio ambiente. A aparência do animal, além dos sons emitidos e do gosto de sua carne seriam iguais às de um porco comum. A diferença está na quantidade inferior de fósforo e chorume (espécie de gordura contendo alta carga poluidora) produzidos pelo bicho, agredindo menos as águas e exterminando o forte odor característico dos porcos.
Como todas as criaturas, os suínos precisam de fósforo para ajudar na formação de seus ossos, dentes e paredes celulares. Mas, normalmente, os animais são alimentados com cereais que contêm um tipo de fósforo que seu organismo não consegue digerir. Assim, grande parte dos pecuaristas enriquecem a dieta dos bichos com uma enzima denominada fitase, que ajuda na digestão do fósforo, mas não evita que o elemento químico chegue ao meio ambiente na forma de adubo, provocando a proliferação de algas, que sufocam a vida aquática e criam "zonas mortas" para os peixes.
Ao contrário de suínos normais, Enviropigs foram concebidos para produzir suas próprias fitases, a partir da bactéria E.coli. De acordo com informações do jornal Daily Mail, testes comprovaram que o porco geneticamente modificado foi capaz de absorver mais fósforo de sua alimentação, produzindo resíduos menos tóxicos.
Um dos criadores do animal, o professor Rich Moccia, da Universidade de Guelph, em Ontário, Canadá, trabalha há uma década no projeto e garante que a carne do Enviropig é idêntica à de um porco comum. “ Acreditamos que o nosso porco será o primeiro geneticamente modificado a oferecer salsichas, bacon e carne de porco para o mundo”, aposta

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Maçã é a aposta de muitos agricultores em Paranapanema/SP




Maçã é a aposta de muitos agricultores em Paranapanema/SP

05/01 
A maçã é a aposta de muitos agricultores em Paranapanema, São Paulo. A colheita já começou e os produtores estão satisfeitos com a safra que deve ser 30% maior que a do ano passado.

Com os pés tão carregados o trabalhador rural Erotides dos Santos sabe que precisa prestar muita atenção em um detalhe. “A cor dela. Tem um lado bem vermelho e outro bem amarelo. Tem que ter muita atenção. Caso contrário, colhe errado”, explicou.

A agricultora Michelle Van Den Broek fica sempre por perto. Na propriedade, em Paranapanema, a 262 quilômetros de São Paulo, são 1,9 mil pés. A previsão é colher este ano 30 toneladas. “Eu estou indo para o segundo ano. A gente só está aumentando a produção. Esse ano foi mais seco. Não teve muita doença. Então, a gente está bem mais controlado em relação a isso”, disse.

A maçã foi levada para Paranapanema no final dos anos 60 pelos holandeses. Durante muito tempo foi uma das frutas mais cultivadas na região. O município chegou a ter uma área plantada de mil hectares. Mas com o passar do tempo, com a concorrência da maçã do sul do país, os pomares acabaram sendo substituídos pelas frutas de caroço. Só agora, com a descoberta dessa variedade, os produtores voltaram a investir na fruta para diversificar a cultura.

“Depois de 20 ou 30 anos voltou-se a investir na maçã devido à nova variedade”, disse o agrônomo Fernando Mascaro.

A caixa de 18 quilos de maçã está sendo vendida entre R$ 40 e R$ 50. Nessa mesma época do ano passado valia R$ 38.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Maior produtor de café mundial, Brasil ainda procura caminho para exportação



Maior produtor de café mundial, Brasil ainda procura caminho para exportação

04/01 
Apesar de liderar a produção, as exportações de café torrado e moído, de maior valor agregado, recuam.

Com agência (São Paulo) - O sonho do setor cafeeiro do Brasil é ver cada chinês tomar uma xícara de café por dia. Em busca da conquista desse mercado, a cooperativa mineira Cooxupé, uma das maiores cooperativas de cafeicultores do mundo, abriu uma cafeteria na China, na cidade de Xi'an, província de Shaanxi, em parceria com duas outras empresas, uma belga e outra chinesa.

Mas o Brasil ainda não encontrou o caminho externo da industrialização do café. Apesar de liderar a produção, as exportações de café torrado e moído, de maior valor agregado, recuam. Após bater US$ 36 milhões em 2008, as receitas vêm caindo e, em 2010, ficaram próximas de US$ 20 milhões.

O país que mais vende ao Brasil é a Suíça, terra do Nespresso. A seguir vem o Reino Unido, do Dolce Gusto. Ambos são da Nestlé, que importa parte dos grãos do Brasil e os industrializa na Europa, informa a Folha Online.

Apesar de as principais indústrias brasileiras estarem nas mãos de multinacionais, as exportações de café industrializado não deslancham.