sábado, 27 de agosto de 2011

Pedida aprovação da primeira soja com três genes tolerantes a herbicidas

Pedida aprovação da primeira soja com três genes tolerantes a herbicidas




Pedida aprovação da primeira soja com três genes tolerantes a herbicidas
Produtores poderão ganhar a opção de uma soja com nova e maior tolerância ao glifosato

A Dow AgroSciences LLC, subsidiária da The Dow Chemical Company, e a M.S. Technologies LLC anunciaram em 22 de agosto, o encaminhamento em colaboração, ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), do pedido de aprovação para a primeira soja com três genes tolerantes a herbicidas.

Este novo evento para soja desenvolvido pelas duas empresas inclui, pela primeira vez, três genes combinados com tolerância a herbicidas, como parte de um evento genético único no genoma da soja. Esses genes conferem à planta tolerância ao novo produto 2,4-D da Dow AgroSciences, ao glifosato e ao glufosinato. Combinados, formam o Sistema de Controle de Plantas Daninhas Enlist™.

“A Dow AgroSciences continua a abrir novos caminhos nas tecnologias de genes e de herbicidas e este pedido para a soja mostra como nossa empresa continua a estar na frente de todo o nosso setor, em termos de inovação”, declarou o presidente e CEO da Dow AgroSciences, Antonio Galindez. “Para os produtores, este avanço científico da Dow AgroSciences oferecerá uma nova opção, do melhor trait (evento) no melhor germoplasma, no cultivo da soja. Para a Dow AgroSciences, esta tecnologia acelera de forma significativa nosso crescimento e nossa posição no negócio da soja e além dele”.

Especificamente, o novo sistema Enlist™ oferecerá aos produtores uma combinação de herbicidas mais efetiva, características vindas de uma genética de sementes de elite e programas de atendimento, que se associam e fazem progredir os melhores sistemas de controle de plantas daninhas, resultando em flexibilidade, conveniência e valor excepcionais.

Além de oferecer aos agricultores uma opção de produtos para a soja tolerantes ao glifosato, a tecnologia Enlist™ lhes dará maior flexibilidade com o emprego de um novo produto 2,4-D. Os agricultores ganharão a possibilidade de efetuar o plantio logo após a aplicação do produto, retirando o com o período de carência atualmente exigido pelo rótulo do 2,4-D. O Enlist™ também oferecerá aos produtores um novo instrumento para controlar plantas daninhas resistentes ao glifosato e de difícil controle.

“A M.S. Technologies está muito satisfeita em associar-se à Dow AgroSciences nesta tecnologia inovadora, que estabelecerá o novo padrão para o controle de plantas daninhas e desempenho de produção para a soja, permitindo ao produtor maximizar seu lucro por hectare”, afirmou o presidente da M.S. Technologies, Joseph H. Merschman.

Dependendo das aprovações exigidas, espera-se que a combinação de características esteja presente em variedades de soja da Dow AgroSciences, M.S. Technologies e Mertec em meados da década.

As informações são da Dow AgroSciences.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tecnologia da Embrapa aumenta a produtividade do café

Tecnologia da Embrapa aumenta a produtividade do café


Estudo confirma ganho de cerca de 60% se o grão for submetido a uma ausência extrema de água
Depois de doze anos, a Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, concluiu a pesquisa sobre café. O projeto confirmou o aumento da produtividade do café, em cerca de 60%, sem o uso de irrigação.
A técnica desenvolvida consiste em deixar o grão sem água, na condição de estresse hídrico durante um período de 72 dias, sendo o período ideal entre 24 de junho e 4 de setembro. Nesta situação, a floração se dá de maneira uniforme e os grãos cereja aparecem ao mesmo tempo. Com a irrigação convencional, 25 a 30% da floração é simultânea. Já com o método desenvolvido, esta faixa passa para 85 a 95%.
O modelo promove a queda no custo da produção. Cerca de 35% de água e da energia necessária para irrigação são economizadas. Além disso, o custo de operação da colheita cai de 40 a 45%. Para o coordenador da pesquisa, Antônio Guerra, trata-se de uma ótima alternativa ao produtor. “Não há necessidade de investimento e é possível usar a água economizada para outras finalidades”, explica. O pesquisador é engenheiro agrícola e PhD em engenharia de irrigação.
Cafeicultores da Bahia, de Goiás e Minas Gerais participaram da pesquisa e já utilizam a técnica. Há a estimativa que cerca de 36 mil hectares de café sejam cultivados com o método. O produtor Guy Carvalho utiliza o período de estresse hídrico há 5 anos e confirma a eficácia. “Melhorou a qualidade do nosso café e colaborou com a produtividade”, comemora.
A pesquisa foi desenvolvida por uma equipe multidisciplinar com especialistas em engenharia agrícola, fisiologia da planta, nutrição, agronomia, controle de pragas e doenças, que analisaram todos os aspetos do sistema. A Embrapa recebeu apoio de universidades, produtores, empresas privadas e instituições. “O trabalho em conjunto foi fundamental para que o projeto fosse viabilizado”, afirma o coordenador Antônio Guerra

Holanda testa produção de frutas e hortaliças em fazenda vertical

Holanda testa produção de frutas e hortaliças em fazenda vertical


Toda a iluminação é feita a base de LEDs.

Produção em menor tempo, economia de água e energia são vantagens.

A população mundial deve passar de 9 bilhões de pessoas no ano de 2050. Segundo a FAO, Órgão das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, para alimentar todo mundo vai ser necessário aumentar a produção agrícola mundial em 70%. Mas onde encontrar áreas disponíveis para o cultivo de alimentos sem destruir o que resta da natureza?

Pensando nisso, cientistas norte-americanos e europeus estudam alternativas para ampliar a disponibilidade de alimentos. Uma delas é a implantação de fazendas verticais, prédios de vários andares que se transformariam em lavouras controladas. Alguns modelos já estão sendo testados.

Na cidade de Den Bosch, na Holanda, o PlantLab, um laboratório de alta tecnologia, apresenta um conceito revolucionário de cultivo de frutas, verduras e flores com o uso de iluminação LED, a mesma que é usada em muitos aparelhos eletrônicos, como os modernos monitores de televisão.

Os LEDs são diodos emissores de luz, componentes eletrônicos feitos à base de silício, que têm como vantagem o baixo consumo de energia e a alta durabilidade.

A cor da luz pode variar. No caso da agricultura, as mais benéficas para as plantas são as azuis e as vermelhas, que emitem ondas de luz que ajudam na fotossíntese e no desenvolvimento das plantas.

O uso do LED, associado ao cultivo em estufa com temperatura e água controladas, permite produção em menor tempo.

Segundo o engenheiro Michel Kers, gerente do PlantLab, com o uso dessa tecnologia, é possível economizar energia e água, melhorando o desempenho e a produtividade das plantas. Para cada cultura é estabelecida uma receita onde a exposição à luz, a temperatura e a quantidade de água variam.

Outra vantagem é que como as unidades têm temperatura interna controlada, as fazendas verticais podem ser instaladas em qualquer lugar do planeta, independente do clima.

Em uma fazenda vertical da PlantLab cada cultura é estudada em determinado ambiente. Quase todo o processo é automatizado e os computadores controlam as necessidades de cada lavoura. Pelos estudos feitos até agora, um prédio de 14 andares, com 100 metros quadrados de área por andar, seria suficiente para fornecer alimento para uma cidade de 100 mil habitantes.

A tecnologia necessária hoje para esse tipo de cultivo ainda é muito cara e sofisticada. O objetivo, no futuro, é tornar as construções simples e mais fáceis de operar, o que deve permitir que o conceito de fazenda vertical se espalhe e ganhe espaço no mundo todo.