quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Como planejar a implantação da lavoura cafeeira
Por: Msc Rodrigo Elias Batista Almeida Dias, doutorando – Fitotecnia (Ufla) e Leonardo Luiz Oliveira, graduando em Agronomia (Ufla)
Atualmente, para se ter sucesso na cafeicultura é imprescindível o planejamento da lavoura para seu melhor aproveitamento. Tratando-se de uma cultura permanente como o café, erros cometidos na implantação poderão gerar dores de cabeça no futuro, o que pode comprometer seriamente o manejo da lavoura.
A sistematização da área na qual será implantada a lavoura cafeeira é de fundamental importância para o sucesso da atividade, desta forma é necessário analisar fatores importantes, levando em conta os aspectos edafo-climáticos e o preparo do solo:
Evitar terrenos sujeitos a ventos frios;
Topografias muito íngremes (< 20%: mecanizável);
Solos rasos, pedregosos ou muito erodidos;
Baixadas úmidas, em locais com riscos de geadas;
Locais onde houve plantio de milho por vários anos;
Ocorrência de nematoides;
Divisão de glebas homogêneas;
Carreadores;
Cultivo mínimo ou convencional;
Correção de pH e adubação.
Para a escolha da cultivar ideal, várias são as condições que devem ser analisadas, primeiro a escolha de um viveiro de confiança, lembrar do manejo, do clima da região (interação cultivar-ambiente), fazer a programação do estande e do espaçamento de plantio, de acordo com o porte da cultivar escolhida e da tecnologia da propriedade (cultivo mecanizado ou manual), não esquecendo de utilizar sempre um manejo conservacionista. Após analisar todos estes fatores do planejamento e do gerenciamento, podemos seguir com a implantação das mudas no campo com os seguintes cuidados:
Mudas com boa procedência e de boa qualidade;
Distribuição corretas das mudas no campo;
Corte do fundo dos saquinhos (evita-se pião torto);
Alinhamento da muda no sulco.
Ainda sendo observado no momento da implantação a disponibilidade de mão de obra e a estrutura física da propriedade. Não esquecendo de calcular etapas de manejo, processamento do café e da pós-colheita.
Após o plantio devemos observar alguns fatores importantes para o sucesso da implantação das mudas:
Programar capinas e se necessário o uso de herbicidas seletivos;
Programar as adubações de cobertura (N e K) começando por volta dos 20 dias após o plantio;
Programar adubações foliares, fungicidas e inseticidas quando necessários;
Eliminação de plantas excedentes;
Replantio de mudas;
O planejamento evita erros, economiza recursos financeiros e melhora o sistema produtivo. Assim, quando se pretende formar e explorar uma lavoura cafeeira é prudente e recomendável o máximo de atenção e técnica, já que os resultados não são apenas técnicos, mas também econômicos.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Uso de Aminoácidos na Agricultura
16/06 - http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=198807
por Juscelio Ramos de Souza - P&D Kimberlit Agrociências
A constante busca de novas tecnologias voltadas para a agricultura moderna, através da análise dos problemas dos produtores com respostas baseadas em pesquisas, visa à obtenção de diferentes práticas e substâncias para melhorar a eficiência da produção agrícola. Sabe-se que o desenvolvimento das culturas é controlado por fatores ecofisiológicos, genéticos e tratos culturais, culminando em respostas fisiológicas e/ou hormonais por parte das plantas. Com isso, o uso de aminoácidos, ligados ou não à aplicação de nutrientes, tem-se intensificado em sistemas de produção de grãos, obtendo ótimos resultados nas lavouras. A utilização dessas substâncias aumenta de importância à medida que o potencial genético das culturas é elevado e os fatores limitantes ligados à nutrição mineral das plantas são mínimos. Nestas áreas, o produtor busca o ajuste fino de suas práticas objetivando a obtenção de picos produtivos e a melhoria da qualidade do produto final.
Segundo a literatura, os aminoácidos são ácidos orgânicos que possuem em sua molécula um carbono central, geralmente assimétrico, ligado a um grupamento carboxila, um grupamento amina e um átomo de hidrogênio. Além destas três estruturas, os aminoácidos apresentam um radical genericamente conhecido como “R”, que os diferencia. Sua principal função é como constituintes de proteínas, bem como precursores de inúmeras substâncias reguladoras do metabolismo vegetal, além de funcionar como ativadores de metabolismos fisiológicos.
Os aminoácidos, dentre outras funções, têm interação com a nutrição de plantas, aumentando a eficiência na absorção, transporte e assimilação dos nutrientes. A quelação de cátions com aminoácidos gera moléculas sem cargas, reduzindo o efeito das forças de atração e repulsão da cutícula da folha, elevando a velocidade de absorção dos nutrientes. Além disso, estes quelatos formados por cátions+aminoácidos aumentam a capacidade de circulação de nutrientes pelas membranas, culminando em um importante componente da nutrição das plantas, a translocação de nutrientes pouco móveis pelos vasos do floema.
Existem cerca de 20 aminoácidos essenciais nas plantas, possuindo concentrações e funções distintas. Por exemplo, o triptofano, precursor do mais importante hormônio de crescimento radicular e da parte aérea das plantas, a auxina. Ou a metionina, precursora do etileno, responsável pela maturação dos frutos. Outros aminoácidos como a tirosina e a fenilanina são os precursores dos compostos fenólicos envolvidos na defesa das plantas e na síntese de lignina, que aumenta a resistência ao acamamento das plantas. A glicina é precursora da síntese de clorofila, além de agir nos mecanismos de defesa das culturas. Focado no desenvolvimento inicial, a valina afeta diretamente a germinação das sementes e a arginina age sobre o desenvolvimento radicular e eleva a solubilidade e absorção de nutrientes, sendo ainda o principal aminoácido de translocação no floema.
Na literatura, tem-se citado inúmeros benefícios quanto ao uso de aminoácidos, podendo-se citar a pontecialização da síntese de proteínas, de compostos intermediários dos hormônios vegetais e do efeito quelatizante de nutrientes ou agroquímicos. Contudo, as melhores respostas dos aminoácidos têm sido em situações de estresses bióticos, como relacionados ao ataque de pragas e doenças, e abióticos, como desordens nutricionais, climáticas, deficiências hídricas ou estresses relacionados à aplicação de defensivos, em especial herbicidas, conferindo aos aminoácidos o título de agentes antiestressantes.
A constante busca de novas tecnologias voltadas para a agricultura moderna, através da análise dos problemas dos produtores com respostas baseadas em pesquisas, visa à obtenção de diferentes práticas e substâncias para melhorar a eficiência da produção agrícola. Sabe-se que o desenvolvimento das culturas é controlado por fatores ecofisiológicos, genéticos e tratos culturais, culminando em respostas fisiológicas e/ou hormonais por parte das plantas. Com isso, o uso de aminoácidos, ligados ou não à aplicação de nutrientes, tem-se intensificado em sistemas de produção de grãos, obtendo ótimos resultados nas lavouras. A utilização dessas substâncias aumenta de importância à medida que o potencial genético das culturas é elevado e os fatores limitantes ligados à nutrição mineral das plantas são mínimos. Nestas áreas, o produtor busca o ajuste fino de suas práticas objetivando a obtenção de picos produtivos e a melhoria da qualidade do produto final.
Segundo a literatura, os aminoácidos são ácidos orgânicos que possuem em sua molécula um carbono central, geralmente assimétrico, ligado a um grupamento carboxila, um grupamento amina e um átomo de hidrogênio. Além destas três estruturas, os aminoácidos apresentam um radical genericamente conhecido como “R”, que os diferencia. Sua principal função é como constituintes de proteínas, bem como precursores de inúmeras substâncias reguladoras do metabolismo vegetal, além de funcionar como ativadores de metabolismos fisiológicos.
Os aminoácidos, dentre outras funções, têm interação com a nutrição de plantas, aumentando a eficiência na absorção, transporte e assimilação dos nutrientes. A quelação de cátions com aminoácidos gera moléculas sem cargas, reduzindo o efeito das forças de atração e repulsão da cutícula da folha, elevando a velocidade de absorção dos nutrientes. Além disso, estes quelatos formados por cátions+aminoácidos aumentam a capacidade de circulação de nutrientes pelas membranas, culminando em um importante componente da nutrição das plantas, a translocação de nutrientes pouco móveis pelos vasos do floema.
Existem cerca de 20 aminoácidos essenciais nas plantas, possuindo concentrações e funções distintas. Por exemplo, o triptofano, precursor do mais importante hormônio de crescimento radicular e da parte aérea das plantas, a auxina. Ou a metionina, precursora do etileno, responsável pela maturação dos frutos. Outros aminoácidos como a tirosina e a fenilanina são os precursores dos compostos fenólicos envolvidos na defesa das plantas e na síntese de lignina, que aumenta a resistência ao acamamento das plantas. A glicina é precursora da síntese de clorofila, além de agir nos mecanismos de defesa das culturas. Focado no desenvolvimento inicial, a valina afeta diretamente a germinação das sementes e a arginina age sobre o desenvolvimento radicular e eleva a solubilidade e absorção de nutrientes, sendo ainda o principal aminoácido de translocação no floema.
Na literatura, tem-se citado inúmeros benefícios quanto ao uso de aminoácidos, podendo-se citar a pontecialização da síntese de proteínas, de compostos intermediários dos hormônios vegetais e do efeito quelatizante de nutrientes ou agroquímicos. Contudo, as melhores respostas dos aminoácidos têm sido em situações de estresses bióticos, como relacionados ao ataque de pragas e doenças, e abióticos, como desordens nutricionais, climáticas, deficiências hídricas ou estresses relacionados à aplicação de defensivos, em especial herbicidas, conferindo aos aminoácidos o título de agentes antiestressantes.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
24 de abril dia internacional do milho
Milho e suas riquezas – História
Segundo Mary Poll, em trabalho publicado na revista Pnas, os primeiros registros do cultivo do milho datam de há 7.300 anos, e foram encontrados em pequenas ilhas próximas ao litoral do México, no golfo do México.
Seu nome, de origem indígena caribenha, significa “sustento da vida”. Alimentação básica de várias civilizações importantes ao longo dos séculos, os Olmecas, Maias, Astecas e Incas reverenciavam o cereal na arte e na religião.
Grande parte de suas atividades diárias era ligada ao seu cultivo. Segundo Linda Perry, em artigo publicado na revista Nature, o milho já era cultivado na América do Sul há pelo menos 4.000 anos.
O milho era plantado por índios americanos em montes, usando um sistema complexo que variava a espécie plantada de acordo com o seu uso. Esse método foi substituído por plantações de uma única espécie.
Com as grandes navegações do século XVI e o início do processo de colonização da América, a cultura do milho se expandiu para outras partes do mundo. Hoje é cultivado e consumido em todos os continentes e sua produção só perde para a do trigo e do arroz. No Brasil, o cultivo do milho vem desde antes da chegada dos europeus.
Os índios, principalmente os guaranis, tinham o cereal como o principal ingrediente de sua dieta. Com a chegada dos portugueses, o consumo aumentou e novos produtos à base de milho foram incorporados aos hábitos alimentares dos brasileiros.
Sua popularidade começou quando os primeiros europeus descobriram sua existência: os exploradores falavam de “um tipo de grão” que chamavam de milho, de bom sabor quando cozido seco e como farinha.
Sua presença foi fundamental para a dieta e mesmo para a cultura de antigas civilizações americanas. Na América é conhecido por diferentes nomes: milho, choclo, jojoto, corn, maíz, elote. Deve-se notar que existem tipos diferentes de milho, como o dentado, o duro, o macio ou farinhoso, o doce e o pipoca. Encontramos hoje aproximadamente 150 espécies de milho, com grande diversidade de cor e formato dos grãos.
Além de suas virtudes como alimento (onde demonstra uma incrível capacidade para transformar-se em farinha, flocos, pastas, etc.), o milho tem reservadas outras surpresas: tem uso como ingrediente básico para processos industriais. Está na raiz de produtos como amido, azeite e proteínas, bebidas alcoólicas, edulcorantes alimentícios e combustível.
O plantio de milho na forma ancestral continua a praticar-se na América do Sul, nomeadamente em regiões pouco desenvolvidas, no sistema conhecido no Brasil como de roças.
Atualmente, embora o nível de consumo do milho no Brasil venha crescendo, ainda está longe de ser comparado a países como o México e aos da região do Caribe.
COMPONENTES
O grão de milho, quando cortado na vertical, revela seus componentes básicos. São eles:
Endosperma – corresponde à maior parte do grão de milho e é composto basicamente de amido (quase 61%), além de outros 7% de glúten que envolve os grânulos de amido e de pequena porcentagem de gordura e demais componentes.
Película – é a parte que recobre o grão. Devidamente processada, ela é empregada como ingrediente em rações animais.
Água – corresponde a aproximadamente 16% do grão de milho. A água também é utilizada no processo inicial de maceração. O liquor resultante da maceração é rico em vitaminas, especialmente do complexo B. Ele é normalmente usado em rações, além de ser aplicado na fabricação de antibióticos.
Germe – é a parte vegetativa do grão e fonte de óleo do milho. O germe é um componente importante para alimentos, produtos farmacêuticos e aplicações industriais. As frações remanescentes do germe são processadas e podem ser utilizadas como ingredientes em rações animais.
BENEFÍCIOS
O milho é uma planta da família Gramineae e da espécie Zea mays. Comummente, o termo se refere à sua semente, um cereal de altas qualidades nutritivas. È um conhecido cereal cultivado em grande parte do mundo. É extensivamente utilizado como alimento humano ou ração animal, devido às suas qualidades nutricionais. O maior produtor mundial são os Estados Unidos.
No Brasil, que também é um grande produtor e exportador, São Paulo e Paraná são os estados líderes na sua produção. A maior produção municipal é a de Jataí, em Goiás.
O milho é um dos alimentos mais nutritivos que existem. Puro ou como ingrediente de outros produtos, é uma importante fonte energética para o homem.
Ao contrário do trigo e o arroz, que são refinados durante seus processos de industrialização, o milho conserva sua casca, que é rica em fibras, fundamental para a eliminação das toxinas do organismo humano.
Além das fibras, o grão de milho é constituído de calorias, gordura puras, vitaminas (B e complexo A), sais naturais (metal, isuqieo, fóssio, cálcio), óleo e grandes quantidades de açúcares, gorduras e celulose.
Maior que as qualidades nutricionais do milho, só mesmo sua versatilidade para o aproveitamento na alimentação humana. Ele pode ser consumido diretamente ou como componente para a fabricação de balas, biscoitos, pães, chocolates, geléias, sorvetes, maionese e até cerveja.
Maior que as qualidades nutricionais do milho, só mesmo sua versatilidade para o aproveitamento na alimentação humana. Ele pode ser consumido diretamente ou como componente para a fabricação de balas, biscoitos, pães, chocolates, geléias, sorvetes, maionese e até cerveja.
Nos Estados Unidos, o uso do milho na alimentação humana direta é relativamente pequeno – embora haja grande produção de cereais matinais como flocos de cereais ou corn flakes e xarope de milho, utilizado como adoçante. No México o seu uso é muito importante, sendo a base da alimentação da população (é o ingrediente principal das tortilhas, e outros pratos da culinária mexicana).
No Brasil, é a matéria-prima principal de vários pratos da culinária típica brasileira como canjica, cuscuz, polenta, angu, mingaus, pamonhas, cremes, entre outros como bolos, pipoca ou simplesmente milho cozido. Maior que as qualidades nutricionais do milho, só mesmo sua versatilidade para o aproveitamento na alimentação humana.
Atualmente somente cerca de 5% de produção brasileira se destina ao consumo humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composição de outros produtos, sendo a maior parte de sua produção é utilizada na alimentação animal e chega até nós através dos diversos tipos de carne (bovina, suína, aves e peixes).
Isto se deve principalmente à falta de informação sobre o milho e à ausência de uma maior divulgação de suas qualidades nutricionais, bem como aos hábitos alimentares da população brasileira, que privilegia outros grãos. O uso primário do milho nos Estados Unidos e no Canadá é na alimentação para animais. O Brasil tem situação parecida: 65% do milho é utilizado na alimentação animal, e 11% é consumido pela indústria, para diversos fins.
Seu uso industrial não se restringe à indústria alimentícia. É largamente utilizado na produção de elementos espessantes e colantes (para diversos fins) e na produção de óleos e de etanol. O etanol é utilizado como aditivo na gasolina, para aumentar a octanagem. Algumas formas da planta são ocasionalmente cultivadas na jardinagem.
Para este propósito, são usadas espécies com folhas de cores e formas variadas, assim como espécies com espigas de cores vibrantes.
O milho, afinal, é um cereal de elevado valor energético – justamente a principal deficiência nutricional da população brasileira de baixa renda. Cada cem gramas do milho em grão contém aproximadamente 360 kcal – o que representa perto de 20% da necessidade calórica de um adulto, em torno de 2.100 kcal diárias.
Trata-se, de outra parte, de um alimento de grande penetração popular, sobretudo sob a formulação de farinhas e misturas.
Não por acaso, o Ministério da Saúde escolheu a farinha de milho, juntamente com a de trigo, para a incorporação de ferro e vitamina B9 (ácido fólico).
Com a adição desses produtos à farinha, os técnicos do Ministério da Saúde pretendem, acertadamente, reduzir substancialmente os índices de anemia e de mielomeningocele, doença que provoca a paralisia dos membros inferiores e de órgãos internos, dentre outras seqüelas.
Pesquisadores do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Granada, da Rede Nacional de Pesquisa do Envelhecimento da Espanha, concluíram estudo que demonstrou que o consumo de milho adia o envelhecimento, devido ao alto conteúdo de melatonina, substância produzida em pequenas quantidades pelo corpo, com propriedades antioxidantes que retardam a degeneração neuronial.
O milho cumpre ainda o importante papel de ajudar a prevenir doenças crônico-degenerativas por possuir a substância ß-glucano, que protege contra enfermidades cardiovasculares. O uso do milho está presente também na indústria farmacêutica, onde é empregado em aproximadamente 85 tipos diferentes de antibióticos.
Além de ser uma resposta à altura para as demandas e necessidades da população brasileira, o aumento do consumo humano de milho encerra outro benefício: a oportunidade de conferir ganhos de qualidade e de abrir novas frentes de negócios para a cadeia produtiva.
O aumento do consumo humano de milho, com efeito, abre um enorme e virtuoso campo de operação para o empresário rural, que pode investir num sistema de produção que agregue maior valor – o milho destinado ao consumo humano, afinal, é um produto sofisticado, mais “limpo”, de maior qualidade nutricional e, portanto, mais valorizado.
Os demais elos da corrente também só têm a ganhar com o desenvolvimento desse segmento – fabricante de insumos, produtores de sementes, fornecedores de máquinas às indústrias processadoras de alimentos. A constituição de uma massa crítica em torno dessa cadeia produtiva concorre, por fim, para abrir mercados externos de valor agregado mais apurado.
Vale lembrar que o País exportou 4,8 milhões de toneladas em 2004, movimentando US$ 166 milhões. Essa produção, transformada em alimentos e produtos acabados, pode agregar receita de maior valor. O aumento do consumo humano de milho, como se vê, é um esforço que interessa a todos os elos da cadeia produtiva e aos mais de 180 milhões de brasileiros.
Fontes:
http://www.abimilho.com.br/riqueza.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milho
http://www.tierramerica.net/2001/0408/pconectate.shtml
http://www.copacabanarunners.net/milho.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pipoca
Gazeta Mercantil/Caderno A – Página 3 – 03/10/05
* Algumas fotos foram extraídas do clip-art on-line
* Algumas fotos foram extraídas do clip-art on-line
quarta-feira, 26 de março de 2014
Ministério Público quer proibir uso do glifosato
Ministério Público no Distrito Federal (MPF/DF) acionou a Justiça
pedindo a suspensão do uso do glifosato – o herbicida mais utilizado no Brasil.
Além dele, a procuradoria quer impugnar ainda o 2,4-D e os princípios ativos:
parationa metílica, lactofem, forato, carbofurano, abamectina, tiram e
paraquate.
São duas ações protocoladas. “A primeira medida visa obrigar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a reavaliar a toxidade de oito ingredientes ativos suspeitos de causar danos à saúde humana e ao meio ambiente. Em outra frente, o órgão questiona o registro de agrotóxicos que contenham o herbicida 2,4-D, aplicado para combater ervas daninhas de folha larga”, explica o MP em seu site.
Nas duas ações é solicitada a antecipação de tutela. A procuradoria pede a concessão de liminar para que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspenda o registro dos produtos até a conclusão definitiva sobre sua toxidade pela Anvisa.
Na ação civil que contesta o registro do herbicida 2,4-D, o MP pede que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) seja proibida de liberar a comercialização de sementes transgênicas resistentes à substância até um posicionamento definitivo por parte da Anvisa.
“Se for mantida a mesma proporção de resultado das avaliações anteriores, presumivelmente, cerca de dois terços (dos ingredientes impugnados na ação do MPF) também serão banidos do país por demonstrarem alto risco e grau de toxidade”, justifica o órgão na ação civil.
São duas ações protocoladas. “A primeira medida visa obrigar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a reavaliar a toxidade de oito ingredientes ativos suspeitos de causar danos à saúde humana e ao meio ambiente. Em outra frente, o órgão questiona o registro de agrotóxicos que contenham o herbicida 2,4-D, aplicado para combater ervas daninhas de folha larga”, explica o MP em seu site.
Nas duas ações é solicitada a antecipação de tutela. A procuradoria pede a concessão de liminar para que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspenda o registro dos produtos até a conclusão definitiva sobre sua toxidade pela Anvisa.
Na ação civil que contesta o registro do herbicida 2,4-D, o MP pede que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) seja proibida de liberar a comercialização de sementes transgênicas resistentes à substância até um posicionamento definitivo por parte da Anvisa.
“Se for mantida a mesma proporção de resultado das avaliações anteriores, presumivelmente, cerca de dois terços (dos ingredientes impugnados na ação do MPF) também serão banidos do país por demonstrarem alto risco e grau de toxidade”, justifica o órgão na ação civil.
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Cupins subterrâneos
Cupins subterrâneos
27/12/2013 11:46:10 - Atualizado em 27/12/2013
19:38:04
Os cupins são
insetos da ordem Isoptera, também conhecidos por térmitas, siriris ou aleluias.
Estes insetos são espécies sociais, formando castas de indivíduos ápteros ou
alados. Há mais de 2000 espécies descritas no mundo, sendo a maioria encontrada
em regiões tropicais e subtropicais. Os cupins vivem em colônias populosas e
constroem seus ninhos, chamados cupinzeiros ou termiteiros, para proteção da
colônia, armazenamento de alimento e manutenção de condições ótimas para o
desenvolvimento dos indivíduos.
Segundo
Constantino (1999) há relatos que no Brasil ocorra pelo menos cerca de 290
espécies, sendo considerado uma das termitofaunas mais diversas do mundo, apesar
de ser pouco conhecida. As principais espécies pertencem as famílias
Kalotermitidae, Rhinotermitidae, Serritermitidae e Termitidae, sendo que 85% dos
exemplares coletados e registrados no Brasil pertencem a esta última
família.
Em altas
infestações, os cupins são conhecidos por sua importância econômica como pragas
de madeira e de outros materiais celulósicos sendo responsável por danos
econômicos em áreas urbanas e rurais. Mas por outro lado, os cupins são
importantes componentes da fauna de solo de regiões tropicais, exercendo papel
essencial nos processos de decomposição e de ciclagem de nutrientes,
interferindo de modo benéfico no ambiente em que habita.
Os cupins, além
de auxiliarem na formação de matéria orgânica no solo, também ajudam a melhorar
a sua qualidade física, devido aos inúmeros túneis construídos por eles. Além de
serem conhecidos como pragas, somente perto de 10% podem causar dano econômico.
De acordo com a localização do ninho, são divididos em cupim de madeira seca,
subterrâneo, de montículo e arbícola.
Biologia
Com o intuito de
propagar a espécie, formam a colônia por meio do evento chamado de enxameagem.
As colônias são formadas por castas de indivíduos ápteros, ou seja “sem asas” e
alados, “com asas”. Além das formas jovens, existem duas categorias de
indivíduos adultos. A primeira é formada pelos reprodutores, que são os machos e
fêmeas conhecidos como “aleluias" e "siris-siris", que saem em revoada para
acasalarem e para formar novos cupinzeiros.
Na falta do casal
real, a proliferação da colônia é mantida por indivíduos que se apresentam como
formas jovens e sexualmente pouco desenvolvidas. A segunda categoria compreende
as formas ápteras de ambos os sexos, mas estéreis, os soldados e operários, que
são os responsáveis pela defesa e pela execução do trabalho e alimentação das
outras castas, respectivamente.
Após a
enxameagem, o casal penetra no solo e forma uma pequena câmara onde a rainha
coloca os ovos. Com o desenvolvimento, fica definida a função de cada um dentro
do cupinzeiro. Cada casta possui um comportamento diferente e pode-se observar
grandes diferenças físicas, refletindo assim sua responsabilidade para com a
colônia.
Cupins
Subterrâneos
O cupins
subterrâneos ou de solo são assim denominados por construírem seus ninhos no
solo e estão na primeira posição quando o assunto é causar danos e prejuízos.
Apesar do nome, não se restringem ao solo, podendo construir seu ninho em
árvores, vãos de construções, lajes, paredes duplas ou qualquer outro espaço
confinado que exista em uma estrutura, seja uma residência, fazenda, indústria
ou comércio. Uma importante característica é que os operários dos cupins
subterrâneos podem se utilizar de outros meios além da madeira, facilitando
assim a sua sobrevivência, principalmente devido a fartura de elementos à base
de celulose que se encontram na natureza ou nas proximidades do ninho. Um ninho
maduro do cupim subterrâneo pode causar severos danos a uma estrutura em cerca
de 3 meses.
Uma vez
estabelecido o cupinzeiro, o cupim sai em busca de alimentos, transitando por
meio dos túneis construídos pelos próprios operários nos solos, paredes, pisos,
conduítes, entre outros. Em alguns casos, esses túneis podem chegar até 50
metros. Qualquer sinal de ataque deste tipo de cupim deve ser combatido
imediatamente ou o prejuízo pode ser em proporções absurdas. Estima-se que o
prejuízo anual mundial com cupins subterrâneos ultrapasse os 10 bilhões de
dólares.
Além dos cupins
subterrâneos serem problema em construções, também podem se destacar como praga
de culturas florestais. Em florestas naturais, as árvores nativas são geralmente
tolerantes a esse ataque. Já em áreas de reflorestamento e de plantios de
eucaliptos, as árvores podem ser atacadas, desde a época do plantio até a
colheita, por diversas espécies de cupins.
Os cupins
subterrâneos também são relatados como sendo uma importante praga da cultura
canavieira, ocorrendo em todos os países onde esta cultura está implantada. O
problema com cupins subterrâneos tornou-se ainda mais importante após a
proibição do uso de produtos clorados. Em cana-de-açúcar há dois tipos
diferentes de cupim atacando as plantas, sendo os subterrâneos os mais
importantes. A espécies mais frequentes - Heterotermes tenuis e H. longiceps,
ambos pertencentes a família Rhinotermitidae, distribuem-se em galerias difusas
no solo, no interior de raízes, troncos e, quando eventualmente deslocam-se em
locais expostos, constroem túneis com detritos vegetais, solo e fezes. Os cupins
subterrâneos alimentam-se de material lenhoso em várias fases de decomposição,
sendo comum atingirem partes vitais das plantas, como toletes de cana recém
plantados, sistema radicular e entrenós basais de cana em formação, adulta ou
soqueira.
Vale ressaltar
que protozoários e bactérias presentes no interior do tubo digestivo dos insetos
são os que realizam a digestão da celulose em uma relação simbiótica. Em algumas
lavouras, os cupins subterrâneos dos gêneros Heterotermes sp. e Procornitermes,
atacam as sementes e a parte subterrânea de plantas. Algumas espécies consomem
folhas, à semelhança das formigas cortadeiras.
Os danos causados
podem ser diretos, por meio do consumo de sementes e plantas, ou indiretos,
pelos montes nas lavouras, que dificultam a semeadura e a colheita, provocam a
quebra de equipamentos e hospedam animais peçonhentos.
Devido às
dificuldades encontradas em avaliações de insetos de hábitos subterrâneos e por
amostragem de solo serem trabalhosas, foi desenvolvido o método de amostragem de
cupins utilizando-se iscas de papelão corrugado. A isca em forma de rolos de
papelão corrugado de 20cm de comprimento e 8cm de diâmetro são inseridos em
buracos de 20cm feitos no solo com a ajuda de um trado, ficando livre a
extremidade superior, conforme observado nas fotos.
As iscas podem
ser utilizadas para avaliar as espécies de cupins presentes nas áreas de
cana-de-açúcar, em áreas com plantios de eucalipto ou plantações florestais, ou
até mesmo para o monitoramento das espécies bioindicadoras da qualidade de solo
atuando como indicadores de impactos ambientais conforme mostrado por Melo e
Silva em 2008.
Fonte:
Embrapa Meio Ambiente Simone de Souza Prado.
Publicado: http://agron.com.br/noticia.
Referências
consultadas
CONSTANTINO, R. Chave ilustrada para
identificação dos gêneros de cupins (Insecta: Isoptera) que ocorrem no Brasil.
Papéis avulsos de
zoologia, 40
(25): 387-448, 1999.
GALLO, D. et al. Entomologia
agrícola. Piracicaba: FEALQ, 2002.
920p.
MELO,
L.A. e SILVA, J.R. Método de isca para avaliação
populacional de cupins subterrâneos como indicadores de impacto
ambiental.
Jaguariúna: Embrapa Meio Ambiente, 2008. 3p. Embrapa Meio Ambiente. Comunicado
Técnico, 48).
Assinar:
Comentários (Atom)



