O endosulfan, pesticida organoclorado utilizado mundialmente no controle da famosa larva do besouro Hypothenemus hampei, a broca, considerado altamente tóxico e associado a problemas reprodutivos e do sistema endócrino - será banido do País a partir de 31 de julho de 2013. De acordo com cronograma estabelecido pela ANVISA o endosulfan não poderá ser comercializado, no Brasil, a partir desta data. Antes disso, a partir de 2011, o produto não pode ser mais importado e a fabricação em território nacional está proibida desde 31 de julho de 2012.
As restrições ao uso do endossulfan se dão pelo fato do produto fazer parte dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), disseminados após a segunda guerra mundial e reconhecidamente bioacumuladores e persistentes, isto é, da mesma maneira que o DDT e Aldrim, se acumulam nos animais por meio das cadeias reprodutivas.
Por ser um produto de tecnologia ultrapassada, sua produção e uso são altamente perigosos. Em novembro de 2008, a empresa Servatis - uma das fabricantes do endosulfan no Brasil , deixou vazar 18 mil litros do agrotóxico no rio Paraíba do Sul, no município de Resende, no Rio de Janeiro. O acidente provocou a suspensão da pesca, o esvaziamento de reservatórios e a possível contaminação da água em diversas cidades , sem contar que o produto derramado está em circulação até hoje, pois não se degrada com facilidade no ambiente.
Os principais sistemas de certificação e de verificação de café, Rainforest Alliance CertifiedTM, UTZ Certified, 4C, e Fair Trade, têm políticas de restrição ao uso do produto a fim de garantir a saúde das pessoas e do meio ambiente. A RAS (entidade que acredita organismos de certificação para uso do selo Rainforest Alliance CertifiedTM ), tinha como política proibir o endossufan até 2011. A pedido dos produtores brasileiros prorrogou seu uso até julho de 2012. UTZ e 4C prorrogaram a utilização do endossulfan até julho de 2013, acompanhado a legislação brasileira, que permite a utilização de estoques antigos.
A proibição tem causado muita preocupação aos cafeicultores e ao mercado de cafés especiais já que, até o momento, existem poucas opções químicas com efeito similar, e as práticas não químicas, entre elas a coleta dos cafés do chão após a colheita são consideradas de alto custo, sendo que a utilização de agentes biológicos ainda foi pouco estudada. Estas mudanças poderão acarretar prejuízos econômicos aos produtores e diminuição da qualidade dos grãos já que muitos deles poderão ir ao mercado brocados.
Seja agora ou até julho, os produtores de café terão que descontinuar o uso do endossulfan. Nos casos dos empreendimentos certificados, esta medida é mais urgente, já que poderão perder sua certificação no caso de descumprimento de regras. No caso dos não certificados, o acesso ao produto acabará muito brevemente.
As restrições ao uso do endossulfan se dão pelo fato do produto fazer parte dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), disseminados após a segunda guerra mundial e reconhecidamente bioacumuladores e persistentes, isto é, da mesma maneira que o DDT e Aldrim, se acumulam nos animais por meio das cadeias reprodutivas.
Por ser um produto de tecnologia ultrapassada, sua produção e uso são altamente perigosos. Em novembro de 2008, a empresa Servatis - uma das fabricantes do endosulfan no Brasil , deixou vazar 18 mil litros do agrotóxico no rio Paraíba do Sul, no município de Resende, no Rio de Janeiro. O acidente provocou a suspensão da pesca, o esvaziamento de reservatórios e a possível contaminação da água em diversas cidades , sem contar que o produto derramado está em circulação até hoje, pois não se degrada com facilidade no ambiente.
Os principais sistemas de certificação e de verificação de café, Rainforest Alliance CertifiedTM, UTZ Certified, 4C, e Fair Trade, têm políticas de restrição ao uso do produto a fim de garantir a saúde das pessoas e do meio ambiente. A RAS (entidade que acredita organismos de certificação para uso do selo Rainforest Alliance CertifiedTM ), tinha como política proibir o endossufan até 2011. A pedido dos produtores brasileiros prorrogou seu uso até julho de 2012. UTZ e 4C prorrogaram a utilização do endossulfan até julho de 2013, acompanhado a legislação brasileira, que permite a utilização de estoques antigos.
A proibição tem causado muita preocupação aos cafeicultores e ao mercado de cafés especiais já que, até o momento, existem poucas opções químicas com efeito similar, e as práticas não químicas, entre elas a coleta dos cafés do chão após a colheita são consideradas de alto custo, sendo que a utilização de agentes biológicos ainda foi pouco estudada. Estas mudanças poderão acarretar prejuízos econômicos aos produtores e diminuição da qualidade dos grãos já que muitos deles poderão ir ao mercado brocados.
Seja agora ou até julho, os produtores de café terão que descontinuar o uso do endossulfan. Nos casos dos empreendimentos certificados, esta medida é mais urgente, já que poderão perder sua certificação no caso de descumprimento de regras. No caso dos não certificados, o acesso ao produto acabará muito brevemente.









