Estudo da Emater, baseado em dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), diz que a cafeicultura está associada à geração e distribuição de renda
Agência Estado
Municípios mineiros que têm no café a base de sua economia registram Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) maior que a média do Estado, aponta estudo da Emater-MG. O IDH médio dos municípios que cultivam mais de 5 mil hectares está acima de 0,756, enquanto que o IDH médio no Estado é de 0,726, informa a Secretaria de Agricultura. O estudo tem como base dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
IDH médio dos municípios produtores de café está acima de 0,756, enquanto que o IDH médio no Estado é de 0,726
Nos municípios pesquisados, ao se comparar o IDH com as áreas plantadas com café, ficou evidenciado que, quanto maior a área plantada, maior o IDH do município. “Isso não é apenas uma questão de preço e mercado”, analisa o gerente de programas especiais da Emater-MG, Leonardo Kalil. Segundo ele, o mercado vem passando por bons momentos, os estoques mundiais enfrentaram um período de baixa, o consumo individual vem aumentando, mas a cultura está associada não apenas à geração mas também à distribuição de renda.
Os cinco municípios com a maior área plantada de café em Minas Gerais que têm um índice superior à média do todo o Estado são Patrocínio (0,799); Três Pontas (0,733); Manhuaçu (0,776); Monte Carmelo (0,768) e Nepomuceno (0,747). ”É uma cultura que emprega muita mão de obra não apenas nas lavouras, mas na cadeia produtiva como um todo. Além disso, apresenta um faturamento por área muito bom, em comparação com outras atividades agropecuárias”, afirma Kalil.
De acordo com seus cálculos, uma lavoura com produtividade média de 25 sacas por hectare, pode render cerca de R$ 10 mil por hectare, se cada saca for comercializada ao preço médio atual de R$ 400. “É um bom retorno financeiro, se compararmos ao conseguido com o eucalipto, por exemplo, que na média do estado gira torno de R$ 2,28 mil por hectare ao ano”, compara.
O café lidera as exportações do agro mineiro. Minas Gerais produziu em 2011 22,2 milhões de sacas em uma área plantada de 1 milhão de hectares, distribuídos por mais de 600 municípios.

Nenhum comentário:
Postar um comentário